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    - Atualizado em 16/01/2019 13h41

    Trabalhadores reclamam de falta de equipamentos na Comcap

    Segundo funcionários, número de caminhões é insuficiente e faltam até roçadeiras para a manutenção das vias

    Foto: Marco Favero /Diário Catarinense

    Os funcionários da Comcap, responsável pela coleta de lixo e manutenção de espaços públicos de Florianópolis, reclamam da falta de equipamentos para a execução dos trabalhos em diversos pontos da cidade. Segundo eles, há 55 roteiros de coleta de lixo para serem cumpridos diariamente, mas só 18 caminhões estão disponíveis.

    Além disso, o trabalho de capina da vegetação à beira de ruas e avenidas também está comprometido porque somente três roçadeiras estariam disponíveis para uso no Sul da Ilha e outras 5 no Norte - número muito abaixo do considerado ideal. As críticas foram apresentadas pelo Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Sintrasem) durante reunião no pátio da sede da Comcap na manhã desta quarta-feira.

    Conforme o presidente do Sintrasem, René Munaro, a falta de equipamentos dificulta a atividade dos profissionais.

    — Nós queremos trabalhar e manter a cidade limpa, mas quando não há ferramentas, não temos como fazer. Conversamos com a direção da Comcap e pedimos para regularizarem a situação até a próxima quinta-feira.

    O recém empossado presidente da autarquia, Márcio Luiz Alves, apresentou informações divergentes sobre o assunto. Ele disse que apesar das baixas nos caminhões causadas por desgaste natural de peças, a empresa "tem disponibilizado diariamente entre 30 e 35 caminhões coletores compactadores". Sobre as roçadeiras, o presidente afirmou que há equipamentos parados na oficina aguardando peças para a manutenção.

    — Tivemos um desabastecimento porque nossos fornecedores entraram em recesso no fim do ano, o que interrompeu a chegada de peças. Mas já firmamos contratos emergenciais para suprir essa demanda nos próximos dias.

    Na reunião desta quinta-feira o sindicato propôs aos trabalhadores conceder o prazo de oito dias para que os equipamentos sejam consertados e o que foi comprado, seja entregue. Caso isso não aconteça, a entidade deve votar a proposta de greve por tempo indeterminado a partir da semana que vem.

    Ouça a reportagem:

    CBN Diário