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    - Atualizado em 12/12/2017 18h26

    Socorristas do Samu fazem paralisação por atraso dos salários e condições de trabalho

    Salários foram pagos às 11h desta terça-feira (12), mas funcionários permanecem em estado de greve

    Paralisação aconteceu na manhã desta terça-feira, em frente à base do Samu

    Foto: SindSaúde /Divulgação

    Os funcionários do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), da Grande Florianópolis, fizeram uma paralisação na manhã desta terça-feira (12), devido aos salários atrasados e pelas condições de trabalho. Outra mobilização está prevista para a noite em frente à base do Samu, na Praça dos Bombeiros, no Centro de Florianópolis. 

    Os socorristas receberam o salário atrasado às 11h desta terça, mas o estado de greve permanece até que outras reivindicações sejam atendidas pela Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM). A entidade administra o Samu e os hospitais Regional de Araranguá, que ainda está em greve, e Florianópolis.

    Na sexta-feira (15), os socorristas devem entrar em greve. Durante esta semana, seguem as mobilizações pela manhã e à noite em frente à base do Samu, porém, o atendimento à população não está prejudicado. 

    A decisão pela greve e paralisações foi durante uma assembleia na noite desta segunda-feira (11). Carlos Henrique Chuery, diretor do SindSaúde e enfermeiro do Samu, informa que os salários, que deveriam ter sido pagos no dia 7 de dezembro, estavam atrasados. Além disso, as multas pelo atraso nos vencimentos deste e do mês passado também precisam ser pagos pela SPDM.

    — A promessa da SPDM é que o dinheiro caia ainda hoje, o salário e as multas. Mas a assembleia decidiu que mesmo entrando o dinheiro na conta manteríamos a paralisação até a melhoria dos serviços. 

    Segundo Carlos Henrique, os trabalhadores reivindicam melhorias nas condições de trabalho, desde a manutenção de equipamentos até a aquisição de materiais, como medicamentos e oxigênio. 

    — Isso prejudica, põe em perigo a vida do trabalhador e da população.

    Desde esta terça-feira, os trabalhadores do Samu estão fazendo mobilizações: a primeira foi das 7h às 9h e a próxima será das 19h às 21h, em frente à base do Samu. As paralisações devem ocorrer durante toda a semana, mas os atendimentos à população não devem ser prejudicados.

    Até sexta-feira, se não houver acordo com a SPDM, os funcionários do Samu entrarão em greve. De acordo com Carlos, ainda não se sabe se apenas uma base ou 50% do serviço vai parar.

    — Vamos ver com o setor jurídico do sindicato como podemos fazer isso sem prejudicar a população. Como é um serviço de emergência não temos como parar muito.

    A SPDM informa, por meio de nota, que os salários dos profissionais do Samu foram pagos nesta terça-feira e as multas por atraso de salário serão creditadas até o fim do dia. A instituição afirma que não há falta de materiais, medicamentos, manutenção ou de qualquer serviço relacionado ao Samu.

    Na sexta-feira (15), os funcionários do Samu têm uma reunião marcada com a Secretaria de Estado da Saúde. A preocupação é com o fim do contrato do Governo com a SPDM, previsto para este mês. Os socorristas querem saber como vai ficar a situação assim que a instituição deixar os serviços. De acordo com Carlos, apenas 10% dos socorristas são contratados pelo Estado, o restante é contratado pela SPDM.

    Hospital de Araranguá continua em greve

    Os funcionários do Hospital Regional de Araranguá, no Sul do Estado, continuam em greve. A paralisação começou no sábado (9) pela manhã. Os atendimentos no pronto-socorro e na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) não foram prejudicados e continuam com 100% do quadro de funcionários. Nos outros setores, apenas metade da equipe trabalha em regime de revezamento. A SPDM informa que ainda aguarda o repasse de recursos da Secretaria de Estado para o pagamento dos salários.

    Os servidores do Hospital Florianópolis, o Bairro Estreito, região continental da Capital, encerram, na noite desta segunda-feira (11), a greve iniciada pela manhã do mesmo dia. Conforme o sindicato da categoria (SindSaúde), a empresa pagou os salários dos trabalhadores ainda pela manhã. Mas o protesto seguiu durante todo o dia porque a SPDM não tinha quitado as multas de dezembro e novembro justamente por conta do atraso dos vencimentos. Esses valores foram pagos no final da tarde, o que possibilitou o encerramento da greve.

    O que diz o Estado

    A Secretaria de Estado da Saúde informa, por meio da assessoria de imprensa, que transferiu recursos a SPDM para o pagamento das folhas de pessoal do Hospital Florianópolis, Hospital Regional de Araranguá e Samu na sexta-feira (8). Foram R$ 2,5 milhões para Florianópolis, R$ 1,6 milhão para Araranguá e R$ 3,2 milhões para o Samu. Nesta segunda-feira (11), o Estado repassou mais R$ 4 milhões para pagamento dos salários do Samu.

    A redução dos atendimentos nos hospitais Florianópolis e Regional de Araranguá, no mês de novembro, motivou o Estado a romper com a entidade. Para a Secretaria, a SPDM não está cumprindo com o contrato de prestação de serviço da saúde e, por isso, vai contratar, de forma emergencial, uma nova entidade para assumir após o termino do contrato com a SPDM, em 19 de dezembro.   

    Diário Catarinense