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    - Atualizado em 30/10/2018 12h30

    Será o fim dos motoristas de caminhão?

    Confira o podcast sobre o cenário do setor e inovações tecnológicas que podem mudar a forma como o transporte terrestre funciona

    Um estudo feito pelo Pew Research Center, importante think tank americano, apontou que a principal preocupação dos condutores dos Estados Unidos é que no futuro próximo eles percam o emprego devido à evolução de tecnologias que permitam a automação dos veículos. O medo é de que computadores e robôs substituam o trabalho de humanos em quase todas as tarefas cotidianas. O futuro do transporte por caminhões e os anseios dos profissionais trazem insights relevantes sobre o cenário do mercado de trabalho no setor.

    A apreensão dos motoristas é justificada pelas rápidas e constantes mudanças no dia a dia na estrada. É, também, reflexo da população de condutores, grupo formado majoritariamente por homens acima de 45 anos. O envelhecimento dos profissionais vai de encontro com as demandas das empresas, que precisam contratar e capacitar novos condutores e sofrem para encontrar no mercado candidatos capacitados.

    Os dados em território brasileiro são similares aos da pesquisa americana. De acordo com a Confederação Nacional de Transporte, 70% dos caminhoneiros no Brasil têm mais de 40 anos e  99% deles são do sexo masculino. A greve dos caminhoneiros, ocorrida no primeiro semestre de 2018, aumentou as incertezas quanto à profissão e os medos causados pelas conjunturas econômica, social e tecnológica.

    A conclusão é de que há uma disparidade entre o medo dos condutores, a demanda do mercado e as inovações tecnológicas. Ao mesmo tempo em que há receio de não haver mais emprego, as empresas de transporte querem e precisam contratar mais motoristas.


    Divulgação Cavese/Scania

    Por que não é necessário ter medo que a profissão deixe de existir?

    A explicação para essa disparidade está em um outro estudo, feito pela Uber. A gigante do transporte privado urbano constatou que há investimento e pesquisa para que o futuro do transporte terrestre seja automatizado. Mas, ao contrário da tendência dos veículos de passeio que deverão ser autônomos, no transporte de cargas a autonomia não será total. As especificidades desse setor farão do input humano ainda mais necessário.

    A Uber aponta que será muito difícil conseguir caminhões 100% autônomos devido à complexidade de navegar por ruas apertadas e movimentadas dos centros urbanos, além da precisão necessária para conseguir chegar às docas de carregamento e circular pelos estabelecimentos complexos e altamente ocupados. Por isso, acredita-se que existirão sistemas de piloto automático que poderão ser ativados nas rodovias visando aumentar desempenho e reduzir custos, sem que deixe de ser necessária a presença do motorista nas ruas e avenidas das cidades. Por isso, a demanda por profissionais capacitados e bem treinados para guiar os caminhões, mais inteligentes e tecnológicos, aos centros de carga e descarga, deve continuar em ascensão.

    Qual é o cenário hoje?

    A evolução do setor é rápida, então os veículos utilizados hoje para transporte de carga são muito diferentes dos usados há pouco tempo.  Apesar de mudanças provocarem desconforto, o status atual é muito benéfico e positivo ao condutor.

    Algumas tecnologias foram criadas pensando em tornar o dia a dia nas estradas mais fácil, produtivo e lucrativo. Então, independentemente de ser um autônomo ou funcionário de uma empresa de transporte, a tecnologia só agrega ao profissional, além de ajudar a permanecer relevante no  mercado.

    A Cavese/Scania é líder quando o assunto é tecnologia e serviços voltados à melhora do desempenho do caminhão e seu condutor. O Scania Driver Support, por exemplo, é o co-piloto que todo motorista quer ter. Ele auxilia o profissional a:

    • Usar as marchas, o pedal do acelerador e a manter a inércia do veículo.

    • Antever situações diferentes, com base nas acelerações e desacelerações.

    • Fazer uso eficiente do sistema de freios de serviço e auxiliar.

    • Selecionar e trocar as marchas de acordo com a carga do motor e a topografia.

    Outro diferencial são os programas Scania Driver Training e o Scania Driver Coaching. O primeiro é um plano adaptado às necessidades de cada condutor e visa a garantir relevância e permanência no emprego por meio de boas práticas na condução de caminhões. O motorista capacitado consegue reduzir em até 10% o consumo de combustível, diminuir o nível de emissão de poluentes e o desgaste das peças do veículo, além de conseguir dirigir de forma mais segura e prudente. Já o Driver Coaching combina soluções tecnológicas e acompanhamento de profissionais qualificados, para garantir que o condutor não recorra a maus hábitos na direção.


    Divulgação Cavese/Scania

    Esse conteúdo faz parte da série “Tecnologia no transporte de cargas”. Um oferecimento da Cavese/Scania em parceria com a CBN. Confira abaixo o Podcast realizado com o comunicador Renato Igor e os convidados Tupiara Scortegagna (Master Driver Scania e formadora de opinião), Ruy Gobbi (finalista da América Latina do Scania Driver Competitions) e Giovani Darolt (motorista autônomo).

    CBN Diário