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    - Atualizado em 12/09/2017 14h08

    Renato Igor: comitiva catarinense conhece uso do drone na segurança de Israel para aplicá-lo em SC

    Cidade banhada pelo Mediterrâneo tem universidade referência em inovação

    Comitiva de SC durante apresentação na Universidade de Tel Aviv

    Foto: Renato Igor /Diário Catarinense

    Santa Catarina pode ter drones de última geração para ajudar no combate à criminalidade. Pelo menos este é o desejo das autoridades catarinenses que acompanham a missão liderada pela Associação Catarinense das Empresas de Tecnologia, Alesc e governo do Estado a Israel. A Polícia Militar dispõe de drones para o auxílio de operações em áreas de conflito, mas os equipamentos que os catarinenses conheceram ontem em Israel vão além. São capazes de identificar, bloquear e interferir em ligações e mensagens de telefone celular em áreas monitoradas pelos sistemas aéreos não tripulados. As forças armadas israelenses utilizam esses veículos para monitorar as fronteiras.

    — Viemos em busca de tecnologia. Agora é a fase de prospecção e contato com os fabricantes — afirma o subcomandante da PM/SC, coronel Araújo Gomes.

    Não há, porém, prazo nem dinheiro carimbado ainda para a compra destes equipamentos. 

    A empresa Aeronautics desenvolve e produz 100% de seus veículos não tripulados. Trabalha com o que há de mais avançado no mundo. Possui 70 clientes em 52 países.

    O delegado-geral adjunto da Polícia Civil, Marcos Ghizonni, acredita que é preciso investir em tecnologia. Segundo ele, por 

    mais que se esforce, sempre vai faltar efetivo:

    — Nos cabe buscar soluções pra este problema. A reposição de pessoal nunca vai chegar a um quadro ideal — concluiu.

    Divergência
    O deputado estadual Gelson Merísio (PSD) defendia, durante o trajeto de ônibus até a Universidade de Tel Aviv, a ideia de acabar com a obrigação do policial militar sair da corporação após 30 anos de serviço. O número 2 da PM/SC, coronel Araújo Gomes, ponderando, disse que não concorda. 

    Índio
    O secretário de urbanismo do Rio de Janeiro, ex-deputado Índio da Costa, na visita ontem à empresa Aeronautics, perguntou se os aviões e drones não tripulados são capazes de identificar armas e drogas. Ainda não.

    Onde está o efetivo? 
    Em Tel Aviv não se vê mais polícia na rua do que em cidades como Florianópolis e Joinville. Usa-se muito monitoramento eletrônico e inteligência na informação. Havendo problema, com certeza as forças de segurança aparecem em pouco tempo.

    Mérito
    Diretor de relações públicas para América Latina e Espanha da Universidade de Tel Aviv, Herman Richter (foto acima) explica que o segredo do sucesso da instituição é valorizar a meritocracia, pensar na aplicabilidade prática e trazer resultado financeiro.

    *Renato Igor viajou a convite da Confederação Israelita do Brasil e da Associação catarinense das empresas de tecnologia (ACATE)

    Ouça o boletim:

    Diário Catarinense