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    - Atualizado em 11/07/2018 10h43

    Professora agredida por aluno em Indaial volta ao trabalho e quer lei que proteja profissionais de casos desse tipo

    Adolescente, que chegou a ser internado em Casep, ainda não voltou a estudar; família pede cumprimento de decisão judicial

    Professora está em outra instituição de ensino e ainda tem acompanhamento psicológico após agressão

    Foto: NSC TV /Reprodução

    Há quase um ano, a professora Marcia Friggi, de 51 anos, relatou ter sido agredida com um soco por um aluno de 15 anos, dentro de uma escola na cidade de Indaial (SC). A discussão começou porque ela pediu para que o adolescente tirasse um livro que estava entre as pernas e o colocasse em cima da carteira. Entretanto, segundo a educadora, o estudante bateu no rosto dela na sala da direção do Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja).

    Depois desse caso, ocorrido em agosto de 2017, Marcia conseguiu voltar à sala de aula somente este ano. A professora começou a exercer a função em outra instituição de ensino. O ferimento no rosto não existe mais, porém ela precisou tomar remédios para depressão e ansiedade, além de seguir com o acompanhamento psicológico. Junto com um monitor de uma escola do Rio de Janeiro que também foi agredido, eles trabalham na elaboração de um projeto de lei que proteja os profissionais destas situações. 

    Após o caso de agressão, o adolescente ainda não retornou para a sala de aula. A defesa dele afirmou que o aluno contou que foi xingado várias vezes pela professora antes de atingi-la. Hoje com 16 anos, o jovem aguarda por uma vaga na escola de uma cidade vizinha. Ele chegou a ficar um mês internado no Centro de Atendimento Socioeducativo Provisório (Casep) em Blumenau, e mais dois meses em uma Organização Não Governamental (ONG), em regime de semiliberdade. 

    Porém, foi liberado para voltar para casa porque estava sendo ameaçado. O advogado Diogo Valgas diz que a família, que prefere não falar mais sobre o assunto, espera que seja cumprida a última decisão judicial, que é do mês passado, que determina que o adolescente preste serviço comunitário por seis meses. Além disso, pede para que o rapaz receba ajuda psicológica para sua reabilitação. 

    *Com apoio da NSC TV 

    Ouça as informações com Leandro Lessa: 

    CBN Diário