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    - Atualizado em 05/07/2018 10h19

    Oficial de cartório de Imbituba é denunciado por suspeita de matar a namorada e alterar cena do crime

    Um oficial de cartório em Imbituba, no Sul de Santa Catarina, foi denunciado por ter matado a namorada com golpes de artes marciais e, com ajuda de uma cúmplice, adulterar a cena do crime para enganar a polícia, simulando suicídio da vítima. 

    Paulo Odilon Xisto Filho, de 36 anos, foi denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina pelo crime de homicídio qualificado por feminicídio. Ele é acusado de matar a namorada Isadora Viana Costa, de 22 anos, no dia 8 de maio desse ano. Nathália Grahl de Oliveira, amiga do oficial de cartório, também foi denunciada por modificar a cena do crime.

    Na ação penal, ajuizada nesta terça-feira (3), a promotora de justiça Sandra Goulart Giesta da Silva relata que o denunciado, após matar a mulher, solicitou atendimento ao Corpo de Bombeiros, informando que ela estaria tendo uma convulsão e teve o cuidado de espalhar no local diversas cartelas de remédios controlados.  

    O acusado conheceu a namorada em Santa Maria (RS) e, em abril, convidou a jovem a passar uns dias em Imbituba com ele

    Durante a noite do dia 7 de maio até a madrugada seguinte, o casal ingeriu bebida alcoólica. O denunciado também usou cocaína. Por volta de 5h45min, Isadora acreditou que o namorado estivesse passando mal, pois espumava pela boca e chamou a irmã do namorado para socorrê-lo.

    Depois que a irmã e namorado saíram da residência, Paulo teve uma explosão de raiva, pois a família descobriu que ele era viciado em drogas e, também sendo lutador, deu vários golpes de artes marciais na namorada.  

    — O médico legista concluiu que as lesões traumáticas encontradas no abdômen da vítima, como laceração de vasos abdominais e laceração hepática, foram decorrentes de ação mecânica de alto impacto contra o abdômen e provavelmente repetitiva, compatíveis com múltiplos chutes, joelhadas e socos — escreveu a promotora de justiça na ação.

    O oficial de cartório foi para o hospital após modificar a cena do crime. No local, encontrou Nathália, e a entregou a chave do apartamento para que ela tirasse o lençol sujo. Ela tirou outros pertences também. 

    Diante das evidências que a morte da vítima se tratava de um homicídio, foi requerida a expedição de mandado de busca e apreensão na residência do denunciado. No dia 14 de maio, foram apreendidos um prato e três canudos de plástico com vestígios de cocaína, além de duas toalhas, duas camisetas e quatro pedaços de panos com vestígios de sangue — dois deles já estavam lavados e os outros dois ainda estavam de molho em um balde com água. Também foram apreendidos armas e acessórios com uma mira laser. 

    O suspeito aguarda o julgamento em liberdade. 

    Ouça a reportagem com Luciano Almeida: 

    CBN Diário