Carregando...
 
       
     
     
     
     
    A
     
     
     
     
     
     
    - Atualizado em 03/01/2019 16h05

    Moradores de rua no Terminal Urbano Cidade de Florianópolis preocupam usuários de ônibus

    Galeria de imagens

    A presença de moradores de rua em praças, calçadas e passarelas do Centro de Florianópolis tem causado preocupação a quem circula pela cidade. No Terminal Urbano Cidade de Florianópolis, o número de pessoas dormindo nos bancos das plataformas de embarque de passageiros é cada vez maior e gera insegurança aos usuários do transporte coletivo.

    — O que incomoda é que às vezes tem muito cheiro de fezes, de xixi. Muitos ficam deitados de qualquer jeito, com as partes íntimas meio que mostrando. Então, é um terminal que é pra todo mundo, adulto, criança, chega a ser constrangedor pra nós que utilizamos esse meio de transporte – afirmou a técnica de enfermagem Genicleide Sá.

    Para o motorista de ônibus Bruno Santana, a situação requer atenção das autoridades. 

    — Eu acho que está faltando um pouco de carinho com eles [dos governantes], entender porque eles estão ali. (...) Pra homem nem tanto, mas para as mulheres é complicado. Imagina, tu vem ali e um cara tá cheirando, que tal se ele endoida, olha para você e vê uma coisa que não é. Eu já presenciei isso. Hoje, de 100 passageiros, 80 são mulheres, homem é muito pouco andar de ônibus – declarou.

    Conforme a secretária municipal de Assistência Social, Maria Cláudia Goulart, a prefeitura trabalha na sensibilização dos moradores de rua para que aceitem ajuda, mas muitos se negam a receber ajuda.  

    — A maioria tem envolvimento com álcool e drogas, por isso é tão difícil o convencimento. (...) Alguns aceitam acolhimento de abrigos, outros retornaram para locais de origem e há os que foram encaminhados para atendimento de saúde mental. Estar na rua é um direito de todos, o que não é possível é morar na rua, porque não é digno. Se ele estiver em situação de vandalismo, alguma contravenção a polícia pode ser acionada – relatou.

    No primeiro semestre do ano passado, segundo a secretaria de assistência social, 510 pessoas em situação de rua receberam passagens de ônibus para retornarem a suas cidades de origem.

    Conforme Maria Cláudia, até dezembro de 2018, 459 pessoas viviam em situação de rua na capital.

    — Como a cidade é turística, litorânea, esse número tende a aumentar no verão, muitos vêm de outros municípios em busca de trabalho. Aumentamos as vagas na passarela da cidadania, a oferta de banho, alimentação e atendimento psicológico e social. A gente também está identificando as qualificações para capacitar e inserir no mercado – afirmou.

     

    CBN Diário