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    - Atualizado em 04/07/2017 15h00

    Militar vai comandar SAMU em Santa Catarina

    Mudanças sugeridas pelo Corpo de Bombeiros entrarão em vigor no começo do ano que vem

    Foto: Daniel Conzi /Agencia RBS

    Falhas pontuais e o término do contrato, em dezembro, entre o Governo de Santa Catarina e a Sociedade Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), entidade terceirizada que administra o SAMU catarinense, motivaram a convocação de um militar para gerenciar o sistema de atendimento de urgências e emergências médicas no Estado. O Tenente-coronel João Batista Cordeiro Júnior tomou posse no último dia 28 como novo gerente estadual do SAMU. Ele e outros membros da pasta já têm se reunido para definir as novas rotinas de atendimento do serviço, mas ainda não fala em mudanças para o usuário. "Devemos manter os números de atendimento (192 para o SAMU e 193 para os Bombeiros), mas unificar nossas estruturas e evitar a redundância no emprego de recursos", diz o militar.

    A instituição militar tem mais ambulâncias de suporte básico - 120 contra 97 do SAMU - e experiência em resgates. O SAMU tem médicos, que regulam o despacho dos veículos e, por telefone, conseguem coletar informações para orientar as equipes de campo numa ocorrência. Para o secretário de Saúde de Santa Catarina, Vicente Caropreso, essa complementariedade de habilidades e estrutura vai nortear as reuniões nos próximos meses.

    "Os Bombeiros gozam de uma imagem muito positiva junto aos catarinenses, além de terem mais equipamentos. Para orientar os militares, que são técnicos, teremos dois médicos do Estado dentro da central de regulação, orientando as decisões e os procedimentos", explica.

    Para o Sindicato dos Médicos de Santa Catarina, a unificação das estruturas não é suficiente. O presidente da entidade, Vânio Lisboa, acredita que o correto seria o Estado criar uma nova estrutura, com médicos, que gerenciariam desde o atendimento pelas ambulâncias até a compra de vagas em outras unidades de saúde fora de SC.

    "O Estado precisa de um grande regulador, de abrangência estadual. E os médicos são os mais indicados para distribuir os leitos e organizar os atendimentos", afirma.

    Ouça a reportagem:

    CBN Diário