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    - Atualizado em 26/10/2017 18h20

    Jovem desaparece após sair correndo de condomínio na Praia Brava, em Florianópolis  

    Jackson Lima é funcionário do local e foi visto pela última vez no domingo (22) pelas câmeras do residencial partindo apressado em direção à praia

    Jackson é natural de Feira de Santana (BA) e morador de Ponta das Canas

    Foto: Reprodução /Reprodução

    Parentes, amigos e colegas de trabalho não conseguem entender por que o jovem de 26 anos José Jackson Batista Lima, funcionário de um condomínio na Praia Brava, no norte da Ilha, partiu em disparada do local de trabalho na manhã do último domingo e até agora não apareceu. Ele foi flagrado pelas câmeras do Residencial Itacoatiara correndo em direção à praia pelo calçadão, até sumir nas imagens.

    Morador de Ponta das Canas, Jackson é natural de Feira de Santana, na Bahia. Veio para Florianópolis em 2013 junto com a mulher, a operadora comercial Joseane Cássia Santos, de 23 anos. O casal está junto há 10 anos e há menos de dois meses nasceu o primeiro filho. Jackson trabalha na área de manutenção do Residencial Itacoatiara desde 2015.

    — Eu não sei o que estava acontecendo dentro daquele condomínio, ele tratava todo mundo bem. Não tem explicação para uma pessoa sair correndo daquela forma — afirma ainda muito confusa.

    Conforme o gerente do local e colega de Jackson, Alexsandro Ribeiro, o jovem chegou para trabalhar às 8h. Estava limpando o salão de festas, quando uma colega do setor de limpeza sentiu falta dele. Os funcionários procuraram por Jackson em todas as áreas dentro do condomínio, sem sucesso. Então foram ver as imagens das câmeras de segurança, e o mistério ficou ainda mais difícil de explicar.

    As imagens mostram Jackson pulando uma cerquinha de 1,20 m do condomínio e correndo pelo parquinho. Em seguida ele pula outra cerca e corre pelo calçadão, em direção à praia, até que desaparece do campo de visão. 

    — Ele é um menino muito bom, e pelo jeito que ele estava correndo parecia que ele ia salvar alguém de um afogamento — conta Alexsandro.  

    Confira imagens do momento em que Jackson corre do condomínio em direção à praia

     

     

     

     

    Naquele dia, houve de fato uma ocorrência de afogamento, mas sem vítimas fatais. O delegado Wanderley Redondo, titular da Delegacia de Polícia de Pessoas Desaparecidas (DPPD), trabalha com essa hipótese: 

    — A gente levantou todo o tipo de evidência e tudo aponta para afogamento. O mar estava agitado naquele dia.

    Os bombeiros já iniciaram buscas com barcos e helicóptero na região. Conforme Redondo, o desaparecimento de Jackson é de nível nacional, ou seja, polícias civis de outros estados receberam . O delegado Wanderlei alerta que já pegou casos em que uma vítima desaparecida no mar nunca teve o corpo encontrado. No entanto, a mulher de Jackson não acredita nesse hipótese.

    — Eu só sei que afogado ele não foi. Não tem como ele ter salvo pessoas e ter ficado lá sem ninguém ter ido salvar ele. Aconteceu outra coisa — deseja a esposa. 

    Quem tiver informações sobre o desaparecimento de Jackson pode entrar em contato com Joseane através do número (48) 99971-1312, no DPPD (3665-5595) ou no SOS Desaparecidos da Polícia Militar (991568264).

    Diário Catarinense