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    - Atualizado em 11/12/2018 17h05

    Indústria deve investir R$ 6,6 bilhões em SC em 2019, diz Fiesc

    Metalurgia, produção metal e têxtil foram as que mais cresceram em 2018, segundo federação.

    Metalurgia foi o setor da indústria de SC que mais cresceu em 2018

    Foto: Patrick Rodrigues /Agencia RBS

    Com um crescimento de 4,1% na produção industrial de janeiro a setembro de 2018, Santa Catarina está acima do resultado nacional, que ficou em 1,9%. Os dados foram apresentados na Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) na sede da entidade em Florianópolis na tarde desta terça-feira (11). 

    O presidente da Fiesc Mario Cezar de Aguiar classificou o momento como de euforia, diante de conquistas que colocam a economia catarinense em um patamar pré-crise. O estado cresceu nos primeiros nove meses do ano 2,7%, enquanto a média nacional ficou em 1,2%, conforme dados do Banco Central.

    — Se não fosse a greve dos caminhoneiros, teríamos crescido ainda mais. Além da produção diversificada o que favorece este resultado para  é o empreendedorismo característico do empresariado — declarou Aguiar. 

    Geração de empregos

    A capacidade de geração de empregos, ao contrário de 2017, quando as vagas ficaram concentradas no setor de alimentos e têxtil, este ano se mostrou em todos os setores.

    — Criamos 54 mil postos de trabalho, embora para reverter as perdas de 2015 e 2016, precisássemos criar 62 mil empregos. Estamos otimistas, a estimativa é de que em 2019 sejam criadas 4 mil vagas — afirmou.

    A produção metalúrgica foi a que a registrou o maior crescimento, 25,3%, enquanto a produção nacional do setor ficou em 5,2%. O setor têxtil teve um incremento produtivo de 7,9%, enquanto o país registrou queda de - 1,6% na área. 
    A produção de vestuário registrou aumento de 6,1%, enquanto a produção nacional teve uma queda de -3,7%. 

    Líder no país

    Segundo a Fiesc, o estado é o segundo estado do país em recuperação econômica, atrás apenas do Pará, que se baseia na indústria extrativa. No entanto, a indústria de alimentos teve retração no período, muito em função dos embargos que limitaram as exportações.

    — O total anunciado pela indústria para 2019 é de R$ 6,6 bilhões em investimentos, o que reforço nosso otimismo em relação à economia — afirmou.

    Desafios

    Apesar de um cenário tão favorável, a infraestrutura oferecida à indústria, sobretudo do Oeste catarinense, são pontos de atenção para o crescimento, de acordo com a Federação.

    — Vemos com muita preocupação a precariedade rodoviária, a inexistência de uma malha ferroviária, as dificuldades aeroportuárias para o transporte de produtos e a necessidade de melhorar os portos. Nosso desafio não é só o crescimento da indústria catarinense e a manutenção dela no estado, mas a atração de novas empresas para cá — argumentou. 

    Para o presidente da Fiesc, a manutenção dos incentivos fiscais do estado são fundamentais neste momento de consolidação. 

    — Com isso, a indústria terá condições de competir com outros estados e países e será fortalecida. Entendemos que a inovação e a internacionalização industrial são fatores essenciais para incrementar o crescimento econômico neste momento — afirmou.

     

    CBN Diário