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    - Atualizado em 26/04/2019 12h26

    Horário de verão já era questionado nos últimos anos, segundo Celesc

    Decreto presidencial define fim da mudança, após ser utilizado anualmente desde 1985

    Foto: Mateus Bruxel /Agencia RBS

    O horário de verão já era questionado por estudos feitos por especialistas do setor elétrico nos últimos anos, constatando que ele deixava de ser eficiente. Após decreto presidencial, a medida passa a não acontecer mais a partir deste ano. Segundo o chefe do departamento de comercialização e gestão de energia das Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), Gustavo Cavalcanti, um estudo do Ministério de Minas e Energia, de 2017, apontou uma economia cada vez menor de energia com a mudança. 

    - Anos atrás, o pico de consumo era entre 18h e 21h. Com a instalação massiva de equipamentos de ar condicionado nos últimos anos, esse período migrou para as 15h - explicou Cavalcanti, sobre a mudança no dimensionamento da rede elétrica para atender a demanda maior no meio da tarde. Este ano, SC teve quebras de recordes no consumo de energia durante a temporada de verão. 

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    O presidente Jair Bolsonaro assinou na quinta-feira (25) o decreto que determinou o fim do horário de verão em pontos do território nacional. A medida foi utilizada pela primeira vez em 1931. Em 1985, passou a ser aplicado todos os anos, sem atingir todos os estados. Entre 2008 e 2017, segundo o governo federal na época, a medida possibilitava uma redução média de 4,5% na demanda por energia no horário de maior consumo e uma economia absoluta de 0,5%. 

    No ano passado, a medida gerou confusão, quando a data de início foi mudada por causa das eleições. Depois, o Ministério da Educação (MEC) pediu alteração, pois coincidia com a primeira prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), e o governo passou o horário de verão para começar dia 18 de novembro. 

    Porém, houve uma reclamação forte por parte das empresas aéreas, alegando que a mudança de data poderia atrapalhar a vida dos passageiros que compraram os tíquetes com antecedência. em seguida, o Planalto voltou ao dia 4 de novembro. A Presidência da República informou que o pedido do MEC havia sido avaliado, porém não era possível atender à demanda. 

    Para piorar a situação, alguns smartphones e tablets adiantaram o relógio em uma hora antes da data prevista porque ainda estavam com o arquivo desatualizado - baseado na regra antiga de que a implantação sempre se dava no terceiro domingo de outubro. 

    Ouça a entrevista com o chefe do departamento de comercialização e gestão de energia da Celesc, Gustavo Cavalcanti: 

    CBN Diário