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    - Atualizado em 05/12/2018 16h32

    Educação financeira e redução da inadimplência são apostas de especialistas para reduzir juros no país

    Presidente da Acrefi diz que a criação de um cadastro positivo do consumidor também deve contribuir.

    Foto: Fabrizio Motta /Agencia RBS

    Com taxa Selic de 6,5%, o Brasil está entre os países com os maiores juros do mundo. Para o presidente da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi),  Hilgo Gonçalves, as causas do problema são a inadimplência e a falta de educação financeira no país. 

    Para ele, que participa de um evento nesta quinta-feira (6) em Florianópolis, a situação pode ser amenizada com a aprovação do cadastro positivo, que sistematizará as informações de crédito de cada brasileiro e deve diminuir a inadimplência. 

    — Acreditamos que esses juros irão continuar por volta de 6,5% em 2019. Apostamos na aprovação definitiva do Cadastro Positivo, que já está no Congresso, para diminuir a inadimplência. O cadastro vai usar o comportamento positivo das pessoas, porque  não é justo que uma pessoa que paga em dia pague juros maiores por conta de quem não paga. A informação que nós temos de países que têm cadastro financeiro é de que a inadimplência cai em 40% — declarou. 

    Segundo Hilgo Gonçalves, uma vez combatida a inadimplência com a educação financeira, a queda de juros deve contribuir para o crescimento do país.   

    — O país tem um movimento muito grande de educação financeira, liderado pelo Banco Central, cujo site está rico em informações, para preparar a população para o bom uso do dinheiro. Quando o consumidor entende mais, como pesquisar mais, como planejar melhor os seus compromissos, antes de ir ao banco, pesquisar primeiro as condições, ver se aquele produto que ele vai comprar faz sentido financiar, ou ele deveria poupar para comprar depois. Esse uso consciente do crédito é um fator muito importante para que haja uma inadimplência menor, com isso os juros irão cair. 
     

    CBN Diário