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    - Atualizado em 17/04/2018 12h18

    Desempenho do caminhão: manutenção, durabilidade e lucratividade

    A Master Driver da Scania, Tupiara Scortegagna, dá dicas valiosas sobre o segmento

    Você pode ter acabado de comprar um caminhão, ou ter ele há muitos anos. Independente do tempo de vida, o que vai garantir que ele sempre esteja em excelente condição de uso são as manutenções frequentes e o bom uso do veículo pelo condutor. Estar sempre atento a esses fatores garantirá que você não tenha um rombo no orçamento por falhas mecânicas inesperadas ou substituições de peças fora do prazo.

    A CBN conversou com a Master Driver da Scania, Tupiara Scortegagna, sobre desempenho e lucratividade de veículos pesados. Além de ser a única mulher a já ter assumido essa posição na Scania, ela conta com anos de experiência em diversas áreas do transporte. Sua motivação diária é ajudar os condutores e frotistas que possuem caminhões Scania a usar da melhor forma possível a tecnologia de ponta desenvolvida para facilitar e melhorar a rotina desses profissionais.

    Confira a seguir as dicas do nosso bate-papo:

    1 – Valorize e capacite o seu condutor:

    Quando o frotista seleciona um condutor ele espera que o profissional utilize o veículo extraindo o máximo de valor das suas características. Os veículos Scania, por exemplo, possuem muita tecnologia embarcada, o que garante a utilização da máquina em sua plenitude e auxilia a identificar quais os treinamentos são mais adequados às necessidades de cada condutor.

    O Driver support, por exemplo, é um sistema de pontuação que avalia as ações tomadas pelo motorista. Esse recurso é extremamente inteligente e valora o desempenho em toda a operação do veículo. São diversos pontos avaliados desde o consumo do combustível até a utilização do sistema de freios.

    - Um exemplo é o do condutor que não pratica as antecipações e subutiliza os freios auxiliares exigindo mais do pedal do freio de serviço (mecânico). Essa ação faz com que a máquina deprecie sistematicamente e precise de manutenção com pouca vida útil e com grande frequência. A tecnologia ajuda apontar esses comportamentos. Com as informações coletadas, é possível orientar mudanças de hábito visando o uso dos outros recursos do caminhão e não do freio mecânico - relata Tupiara.

    A importância desse diagnóstico se dá já que cada vez que o condutor ergue o pé para iniciar um processo de frenagem ele consome elementos altamente importantes como fluídos, pastilhas tambor, lona, cubo, roda e pneu.

    - O legal é que a solução é bem simples, mas só é diagnosticada por meio da tecnologia: basta antecipar o processo de frenagem e reduzir a velocidade gradualmente com o uso dos freios auxiliares e reduções de marcha. Assim, não é preciso frear em cima da lombada, da rotatória, do trevo ou do obstáculo. O processo se torna muito mais suave e econômico. Os recursos gratuitos são utilizados e não é necessário gastar o freio de serviço que é caro e demanda muita manutenção – comenta Tupiara.

    2 – Não abra mão da qualidade dos insumos usados no seu caminhão

    Outro fator muito importante para gastar menos com manutenção e garantir a vida útil do veículo é a qualidade das peças e lubrificantes que são utilizados no caminhão. Em nossa conversa com a Master Driver, ficou evidente que se você colocar lubrificantes de baixa qualidade vai ocorrer mais cedo atrito entre as peças e diminuir a vida útil do motor. Em relação ao combustível a qualidade é elemento fundamental, já que insumos adulterados diminuem o desempenho.

    Também é preciso prezar pela frequência que eles são substituídos. A troca do óleo do motor é uma das prioridades, já que ele é responsável por lubrificar e proteger o motor. Como o insumo pode facilmente se contaminar com poeira, sujeira e detritos eliminados pelo meio-ambiente em que o veículo circula sua troca é prioritária.

    3 – Lucratividade e desempenho são responsabilidades do condutor e da empresa dona da frota

    - Lucratividade é resultado da profissionalização e saber usar os recursos que hoje temos disponíveis nas máquinas.  O olhar das empresas deve ser voltado para a profissionalização dos indivíduos que prestam serviço (condutores) e levar em consideração todas as leis trabalhistas para o setor. Ter um olhar e relacionamento mais humano entre empresas e condutores – afirma Tupiara.

    No Brasil há um cenário em que muitos condutores ainda não tiveram oportunidade de atualizar seus conhecimentos. Por isso, é preciso haver interesse de ambas as partes, condutores e empresa, para tirar proveito da evolução das máquinas. A profissionalização é o meio para isso acontecer.

    - É preciso empatia do frotista para com o condutor e em contrapartida uma abertura dos motoristas a essas mudanças. Entender que é preciso evoluir e assimilar novas técnicas para permanecer relevante no mercado. Os profissionais, nas estradas, tem o costume de aprender fazendo. Isso gera quebra no veículo, pane mecânica e novos custos de reconfiguração e manutenção - comenta Tupiara.

    4 – Não tenha pressa

    Apesar das cobranças e prazos rígidos não é recomendado dirigir com pressa e pressão para entrega. Viaje dentro do limite de velocidade e respeitando a legislação. Além de evitar acidentes, você não sobrecarrega o sistema, economiza combustível e diminui as chances de eventos inesperados.

    Caso você tenha gostado das dicas, acompanhe o Blog da Cavese e fique atento ao site da CBN. Nas próximas semanas teremos novos conteúdos com a Master Driver Scania.

    CBN Diário