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    - Atualizado em 19/01/2019 10h46

    Demora da discussão do TCE e falha em projeto aumentam custos de pontes da capital, diz engenheiro

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    “A intervenção do TCE (Tribunal de Contas do Estado ) aumentou ainda mais o custo da obra de recuperação das pontes Colombo Salles e Pedro Ivo (em Florianópolis)”, afirmou o presidente do Comdes, o engenheiro  Roberto de Oliveira. Para ele, faltou planejamento para obra da ponte Hercílio Luz.

    Como representante do Conselho Metropolitano de Desenvolvimento Econômico e Social da área Metropolitana da capital, Oliveira participou do debate sobre o sistema viário de Florianópolis com o governo do estado. Ele foi um dos entrevistados do Notícia na Manhã deste sábado (19).

    A reportagem da Rádio CBN Diário não conseguiu contato com o TCE até a publicação desta notícia. 

    Ponte Hercílio Luz

    Quanto à ponte Hercílio Luz, as despesas de iluminação, prevenção para incêndios e sinalização não estavam previstas no projeto inicial. Estes e outros gastos somam R$ 41,2 milhões.

    “Quando o projeto é feito com aquela fé que vai terminar, se faz um projeto para constar, esqueceram de pontos importantes. Fizeram de maneira mais errada o projeto da ponte, seria errado até para  uma casa. Tem que estar tudo no papel antes de começar a obra”, destacou.

    Pontes Colombo Salles e Pedro Ivo

    Para Roberto, é preciso mais do que atualização financeira do custo da obra de recuperação das pontes. O processo licitatório foi realizado em 2016 e o valor contratado para execução da obra é de R$ 29.661.611,40.

    “Haveria necessidade de um aditivo, não só atualização financeira. A obra se deteriora muito rapidamente e o custo sobe exponencialmente. O TCE discutiu dois anos qual a melhor forma. Essa briga é contrária ao interesse do Tribunal, porque a obra vai sair mais cara. Não é só atualização financeira, mas física”, declarou Roberto.

    Para ele, problemas na fiscalização da obra estão entre as questões que atrasam o trabalho.

    “O próprio Deinfra precisa de uma equipe de fiscalização. O estado acabou com o Deinfra e agora qualquer fiscalização precisa ser contratada por fora. Atrasar uma obra custa muito caro, talvez precise de um aditivo”, destacou.

     

     

    CBN Diário