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    - Atualizado em 11/12/2018 13h53

    A 20 dias do fim do prazo, placas do Mercosul seguem sem data para adoção em SC

    Segundo Detran, problema para credenciar fornecedores atrasa processo.

    Foto: Divulgação /Denatran

    A adoção das placas do  Mercosul pelos veículos de Santa Catarina não deve ocorrer até 31 de dezembro. O prazo havia divulgado pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), mas até a manhã desta terça-feira (11), não havia data prevista para a implementação no estado.

    Conforme o diretor do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-SC) Francisco Wolinger Neto, o atraso se deve a dificuldades para credenciamento de fornecedores, uma função executada pelo Denatran. 

    As placas do Mercosul já foram adotadas na Argentina e no Uruguai. A proposta foi assumida em 2014 por cinco países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela), a exemplo do que ocorre na União Europeia. O prazo inicial para adoção era 2016 e desde então vem sendo adiado. O prazo final para adequação de todos os veículos do estado é 2024.

    De acordo com Wolinger, atualmente, 5 milhões de veículos estão em circulação em Santa Catarina e ao menos 60 empresas devem assumir a missão de fornecer as novas placas. 

    - Isso [o prazo] é uma projeção feita pela Denatran sobre as possibilidades de cada estado. Em Santa Catarina, ainda não temos um prazo definido para implementação. Estamos com o sistema de TI adequado, mas temos questões de ponta que não dependem do Detran, dependem dos seus credenciados, de fornecedores e de matéria-prima - declarou Wolinger. 

    Funcionalidade

    Os carros zero, uma média de 20 mil por mês, devem ser os primeiros a receber as novas placas. Depois, serão os carros que vêm de outros estados. A terceira demanda a ser atendida será de motoristas interessados em trocar a placa.

    A placa do Mercosul tem a função de padronizar e unificar a identificação dos veículos e auxiliar na segurança dos veículos. 

    - O item mais importante dessa placa é a rastreabilidade. Desde o momento em que ela "nasce" na fábrica, até o seu descarte final, ela tem sua vida acompanhada e isso traz uma série de vantagens para o usuário e para o órgão de trânsito, no controle de clonagens e das fraudes que são praticadas com o uso de placas - explicou.


     

    CBN Diário